Vou deixar de ser trabalhadora suburbana. Amanhã vejo o meu pavão pela última vez e o senhor do autocarro das 19 que já me conhece vai deixar de ter uma passageira tão pontual quanto eu. Amanhã volto para a cidade para tentar cá ficar sempre, a viver e a trabalhar. Não estou triste. Embora vá para o desemprego sinto-me leve e com pica para tentar outro desafio-mais um. Não tenho medo que o desemprego me engula. Já lá estive e não correu mal.
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